quarta-feira, 29 de abril de 2009

O Tempo da Memória

Este mês comemora um ano de existência desse blog.
Lembro que comecei querendo refazer minha vida, mudar e registrar essa mudança.... e de fato muita coisa aconteceu.
Galguei passos longos, mas que ainda não estavam profundos e quando dei por mim, me perdi, superei me refiz inteira, e por incrível que pareça estou eu de novo no mesmo lugar de mudança.
Na recuperação da minha existência percebi me, no mesmo momento de vida, na mesma época, depois de um ano, e depois também de muito tempo que retomo a escrita aqui, por que tive necessidade de registrar novamente que estou tentando ser diferente.
Comprovo que a vida é realmente um movimento espiralado, por que de diferente sobre o mesmo ponto passado, tenho, hoje, a minha memória.
Em posição de feto preparo me para renascer

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

O.B.S.E.R.P.E.R.V.E.R

Ensaio sobre a cegueira.... texto de José Saramago

Ontem estive assistindo o filme: Ensaio sobre a cegueira, de Fernando Meireles ...

Ontem estive vendo o filme: Ensaio sobre a cegueira, de Fernando Meireles ...

Ontem estive percebendo o filme: Ensaio sobre a cegueira, de Fernando Meireles ...

Será que ontem estive não cega para o filme: Ensaio sobre a cegueira, de Fernando Meireles?

Quantas vezes fingimos não ver?
Pra não doer.
Por que não é comigo
Quem sou eu pra ver?
Quem era aquela que foi a única a ficar vidente?
E quais eram os olhos que ela usava?
o de ver ...
o de observar ...
o de perceber ...
o de ser ...

Quem quer ver o que não é gostoso de observar?
Quem quer ter a responsabilidade de ver?

Não canso de repetir aos meus alunos que ver, ler e observar não se dá somente pelos olhos, podemos fazer isso por outras áreas dos sentidos humanos, inclusive o da intuição.

Ao perderem a visão, quantos perderam os outros sentidos?

Quantas vezes, ao negar o enxergar, estamos negando o sentir. Com medo da dor perdemos os sentidos que também são capazes de sentir o PRAZER.

Ainda acredito e procuro não ser cega pro SENTIR.

Quanto tempo....

passado...

sábado, 19 de julho de 2008

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Turbilhão

Três décadas...
Me disseram que é o tempo da cobrança e decisão...

Correria... tempo... prazo... cobrança antecipada... cobrança no dia... prazo... tempo...
Será que vai dar tempo de ser mulher?
Será que vai dar tempo de entregar o trabalho?
Será que vai dar tempo de dançar?
Será que vai dar tempo de chegar?
Será que ainda vai dar tempo de ser mãe?

Cobrança... auto crítica... perfeccionismo... insatisfação alheia... medo ...preconceito...
Tem que ser perfeito...
Olho no espelho...
Pra ela(chefe), Nada tá bom
Me aceita? (amiga, mulher, írmã, professora, ser)
De ouvir o NÃO...

Tem sido um turbilhão...muita coisa ao mesmo tempo agora, que mistura de tudo com tudo...

As vezes num dá pra separar...

E o engodo aparece na escrita que quer dizer alguma coisa mas num consegue saber por onde...
A vontade do brado é intensa...
Brado que quer ser uma lágrima pura e ao mesmo tempo um soco na boca do estômago...
Me disseram uma vez que isso, contradição entre sentimentos opostos, cria-se poética... ARTE...

Turbilhão em brado a la ARTE...

Num sei se dessa vez me orgulho do que escrevi...
Mas deixei sair como senti...
Um choro de dor ou um grito de amor num escolhe jeito nem hora pra acontecer, simplesmente, É.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Óbvio

Será que é obvio o que escrevo?
Seria também óbvio o que sinto.
Se fosse óbvio assim,
Seria óbvio também desvendar.
Bastava, obviamente, ler o que já foi escrito,
E perceber que não é obvio o que sinto,
Portanto, não seria óbvio o que escrevo.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

SENTIR

Tato, visão, audição, olfato, e paladar...

Quando,
em um momento,
se é capaz de sentir,
no mesmo instante,
que todos esses sentidos estiveram plenos...
é resultado de que ser: SENTE...

E eu que achava que de gente
nada mais eu tinha...
A não ser,
o ser discrente,
que não sente,
o que há tempos,
eu não sentia...

E eu senti;
um toque,
um cheiro,
um gosto,
ouvi e vi.

Me entorpeceram e me perdi,
entre prazer e desepero,
de querer mais,
do que senti.