domingo, 27 de abril de 2008

O PÃO E CIRCO...

Já faz duas semanas que o assunto recorrente das mídias televisas vem embrulhando o estômago.
A distração "big brother real e mórbido" o caso da menina .....ela.
Mobiliza mães que abrem mão de cuidar dos seus filhos e de ir ao seu trabalho para fazer a vigília inútil do sensacionalismo, e aos falsos prantos justifica a sua indignação frente as câmeras, usando do amor que tem àqueles de que abriu mão de estar cuidando.
E hoje, como previsto, a dita "revista eletrônica" do domingo à noite só podia abordar nada mais, nada menos que o Pão e circo dos últimos dias, porém, por entre as baboseiras "linguiçais" uma reportagem interessante: Com um olhar diferenciado e até depondo contra ao próprio veneno, a reportagem mostrava o acompanhamento, por pessoas afins, à perícia e reconstituição do acidente, e enquanto estava
"... lá o corpo estendido no chão,
em vez de rosto uma foto de um gol,
em vez de reza uma praga de alguém
e um silêncio servindo de amém.
O bar mais perto depressa lotou,
malandro junto com trabalhador,
um homem subiu na mesa do bar
e fez discurso pra vereador.
Veio o camelô vender anel, cordão,
perfume barato
e a baiana pra fazer pastel
e um bom churrasquinho de gato...
Quatro horas da manhã, baixou
o santo na porta-bandeira,
a moçada resolveu parar e então...
Sem pressa foi cada um pro seu lado
pensando numa mulher ou num time.
Olhei o corpo no chão e fechei
minha janela de frente pro crime."
(De frente pro crime. BOSCO, João e BLANC, Aldir)
Eu arrepiava... é uma pena que infelizmente essa janela ainda não fechou...

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Quanto tempo...



Olás!

Tic- tac...tic-tac...

Vagorozo é o mau tempo...

Fulgás é o tempo...

Veloz é que tempo, que num dá tempo...

Acho que Salvador Dalí entendeu como nínguem o poder que o tempo tem e dele escoou o melhor que pode, tanto em sua imagem, quanto no "saborear" as minúcias ao lado de sua metade.

O tempo passou de um jeito, que não tive tempo de dar um tempo e vir dividir um tempo que o tempo não passa... mas agora arranjei um tempo, porém pouco tempo e num vai dar tempo de retomar todo o tempo que já passou...

Estava com saudades...

P.S. Convido a vocês a visitarem também os blogs aqui sugeridos, são bacanas...

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Hoje vou deixar de lado, talvez, o meu lirismo...

Porque os seres que se consideram humanos são tão cruéis ?
Gostaria de entender como se tem tanta criatividade e força para se fazer a maldade... com aqueles que apresentam certas fragilidades...
É surpreendente como conseguem...
Os alunos que enfrentei hoje conseguiram se juntar para debochar, malvadar, humilhar, provocar, abusar, desconcertar, detonar enfim... sem um mínimo de culpa, sem qualquer combinação entre eles e ao mesmo tempo com divisões de papéis, se tornaram um coletivo forte e supreendente... escolheram o alvo e então o ataque, deixando-o fora de combate...
Eu me pergunto: Fosse essa força redirecionada a implacar esses que dizem nos defender com seus cargos público, porém, de interesse totalmetne privado e só deles (o dinheiro ganho e roubado), que resultado teria? o que quero dizer é se usassem essa organização intrínseca para se fazer o mal de forma a acabar com essa corja de urubus engravatados... o que seria?
Mas não, para isso se dizem indefesos e vítimas da sociedade capitalista, sem perspectivas de vida... frágeis por uma bolsa família, uma auxílio gáz, ou ainda um kit são paulo faz escola. Dessa corja de engravatados os "seres humanos" lambem e puxam o saco enquanto que para nós com a cara ali, "exposta na janela pra passar a mão nela", eles pisam querendo destruir qualquer sensível ser...
Por isso hoje, alvo dessa hóstil repressão, tenha pensado em colocar de lado o meu lirismo mas daí seria ponto ganho para eles e para aqueles que os insitam a serem assim. Por que sim, os engravatados gostam de suas lambidas e fazem questão de mantê-los lambendo, e a nós eles nos esmagam por entre paredes vestidas de conciência e impotência...
Mas "não tem trator, não tem carranca, quero ver quem é que arranca nóis aqui desse lugar"

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Patinho feio...

Era uma vez, eu quando criança ouvia minha mãe a me contar histórias antes de dormir...

Recomeço... um processo que vem acontecendo... num foi de um dia para o outro... "a troca de penugem" foi lenta e ainda vem acontecendo... e por isso a necessidade de um marco, um ponto de chegada e partida...

Só para notar... e quantificar... O convívio constante consigo mesmo encobre a mudança enquanto que aquele que ha muito não me vê, enxerga o salto de onde parti e de onde cheguei...

Tendo um marco, sei eu agora de como estou ao quebrar as primeiras cascas do ovo para renascer...

As vezes tive a impressão de que o problema seria talvez estar no ninho errado...

As vezes tive vontade de ser um pato...

Cisne ou não ... Hoje sou... recomeço... e quem quiser que conte outra...

domingo, 6 de abril de 2008

rosa

"Tu és divina e graciosa estátua majestosa
do amor e por Deus esculturada..." (Pixinguinha)

Num terno smoking em preto e branco o destaque de uma rosa única e vermelha em belo contraste...
Sobe na escada rolante, ele, que vai aparecendo aos poucos com um sorriso charmoso, alinhado e segura uma rosa...vermelha...
Ela o espera inesperadamente ...
Elas já não esperam nada... passam a esperar...

Cena do filme "dança comigo" Richard Gere e Susan Sarandon penúltima cena... De cenas emocionantes de mudança e/pela dança...

E a rosa estava lá tal qual Pixinguinha a descreveu...

recomeçar

Iniciar algo que já foi iniciado uma vez...
Naquele momento parecia ser o certo a ser feito...
Mas hoje se mostra frágil, insuficiente, incompleto, inseguro...

Então "re-inicia-se"

O que foi iniciado um dia
Mas, naquele momento, quem iniciou era um
e hoje é outro...

Acabo de assistir a um filme: "Sabrina". A princípio uma comédia romantica de final feliz...
Isso seria o suficiente para se divertir em um final de domingo, assim livraria-me da musiquinha deprê 'é fantástico' e depois dormiria para acordar amanhã e continuar com a velha rotina laborial...

Porém, hoje foi um dia em que estive mexida... tinha uma ação a cumprir... que grosseiramente se resumia em: ver as coisas que desejo.
O que me fez pensar o que desejo?

Desejo tanta coisa a todo o momento e agora paraliso-me frente a essa pergunta com medo de desejar pouco ou além... medo de não saber se o que desejo é o que desejo...

E ao ver o filme que por hora era só uma distração me toquei que o máximo de certeza que conseguia ter em meus desejos é que queria mudar. Como em um conto de fadas que depois de uma bela viagem, como a personagem principal do filme faz, volta transformada em outra mulher...

Sabendo onde pisa e onde quer pisar...

Ela já sabia viver e já tinha iniciado a vida, mas, depois dessa experiencia marcante (e existem várias formas de experiencias marcante) ela estava vivendo mas como se tivesse pulado de um percurso de vida para outro... como se o seu passado, antes da viagem, se contado a alguém jamais se acreditaria sendo o dela...

Ela recomeçou

(quero dedicar minha primeira postagem a minha amiga cristina que me apresentou essa forma de contato com o mundo e que hoje estou escolhendo como maneira de marcar o meu recomeço)